
Destaques do dia
Viva, investidor 👋
Aqui está o que precisas de saber hoje, em 5 minutos.
🤖 A China confirmou as primeiras negociações com os Estados Unidos dedicadas à inteligência artificial, poucas horas antes da cimeira entre Xi Jinping e Donald Trump.
🛢️ O Brent voltou a negociar perto dos 100 dólares por barril, depois de as negociações diplomáticas na Assembleia Geral da ONU.
🔨 A Lowe's começou a testar entregas por drone com a DoorDash e a Wing, da Alphabet.
Os números de hoje
▼ S&P500
▲ NASDAQ
▼ OURO
▼ BITCOIN
▲ BRENT OIL
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0,23%
0,31%
1,61%
7.704
26.939
$4.274
$84.354
$104,74
Dados fornecidos pelo Yahoo Finance.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A IA na mesa dos grandes

O que se passou
O Ministério do Comércio da China confirmou que os seus principais negociadores comerciais tiveram as primeiras conversações com os Estados Unidos dedicadas à inteligência artificial.
O que isto significa
As conversas surgem depois de um encontro em Nova Iorque entre o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.
Além da IA, os dois lados discutiram a redução de tarifas e o prolongamento dos entendimentos comerciais alcançados em Kuala Lumpur, em outubro do ano passado.
Já com Xi em solo americano, ficou confirmado que a trégua comercial vai ser estendida até janeiro.
Porque deves querer saber
🪨 A trégua mantém as terras raras a circular.
O acordo de outubro de 2025 manteve as tarifas em níveis mais baixos e limitou os controlos da China à exportação de terras raras.
Estes materiais são essenciais para semicondutores, produtos de uso doméstico e equipamento de defesa. Prolongar a trégua até janeiro afasta, pelo menos até lá, o risco de um aperto nas cadeias de abastecimento de muitas empresas.
🧠 Um canal direto para os riscos da IA.
Antes da confirmação oficial, já tinha sido avançado que os dois governos debateram um diálogo estruturado sobre IA e um mecanismo de alerta mútuo para os riscos da tecnologia.
Mas Trump tem-se mostrado contra uma regulação excessiva do setor e prefere incentivar o desenvolvimento a limitá-lo. Nas redes sociais, indicou que a superinteligência seria um dos grandes temas da cimeira.
Pequim classificou as conversas como construtivas e francas, com vários pontos de consenso. Falta saber o que ficou concretamente acordado.
ENERGIA
O barril uma vez mais nos três dígitos

O que se passou
O Brent voltou a negociar perto dos 105 dólares por barril, depois de as negociações diplomáticas na Assembleia Geral da ONU terem chegado a um impasse.
As bolsas europeias sentiram o golpe. O CAC 40 francês recuava 0,4% e o DAX alemão 0,3%.
O que isto significa
Na ONU, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que Teerão continua aberta a negociações de paz, mas que nunca se vai «submeter».
A tensão no mar também não abranda. A UKMTO, a agência britânica que acompanha a segurança do tráfego marítimo, reportou mais um ataque a um navio de carga na região, que provocou um incêndio e obrigou à evacuação da tripulação.
Porque deves querer saber
⛽ Energia cara, inflação teimosa.
Um barril perto dos 110 dólares encarece o transporte, a produção e a fatura energética de empresas e famílias.
Isso torna mais difícil ver a inflação a descer. E é por isso que o petróleo pesa nas bolsas, sobretudo na Europa, que importa grande parte da energia que consome.
📊 Os juros voltam a assustar.
Os PMI de setembro reforçaram as expectativas de subidas das taxas de juro nas principais economias. Os PMI são inquéritos aos gestores de compras das empresas e funcionam como um termómetro rápido da atividade económica.
Nos Estados Unidos, os dados foram consistentes com um crescimento do PIB na ordem dos 5%.
Uma economia assim tão forte, com o petróleo a pressionar os preços, dá aos bancos centrais menos razões para aliviar…
EMPRESAS
A ferramenta que chega pelo ar

O que se passou
A retalhista de bricolage Lowe's lançou um serviço de entrega por drone em parceria com a DoorDash e com a Wing, a empresa de drones da Alphabet.
O programa-piloto já está ativo na Carolina do Norte, com mais de 100 produtos disponíveis e entregas que podem demorar apenas 20 minutos.
O que isto significa
Os clientes encomendam na aplicação da DoorDash, onde o drone aparece como mais uma opção de entrega.
Cada voo leva cerca de 1,1 quilos e opera num raio de cerca de 8 quilómetros a partir da loja de Matthews, na Carolina do Norte.
A ideia, segundo Seemantini Godbole, diretora de informação e inteligência artificial da Lowe's, é resolver um problema clássico: estares a meio de uma reparação e perceberes que te falta uma ferramenta ou um material. Com o drone, não tens de parar o trabalho para ir à loja.
Porque deves querer saber
🔨 A primeira do setor da bricolage.
A Lowe's junta-se a um grupo restrito de empresas que já usam drones para ganhar conveniência e vendas, como a Amazon, a Walmart e a Uber Eats.
A diferença é que é a primeira a fazê-lo no segmento de bricolage. O serviço ainda está em testes, com monitorização diária, e a empresa só admite alargá-lo para lá da Carolina do Norte se os resultados forem positivos.
🔊 O céu ainda não está livre.
A entrega por drone continua a enfrentar críticas por causa do barulho e da privacidade das pessoas.
Há também aprovações regulatórias complexas para voar em espaços aéreos cada vez mais congestionados. A Lowe's diz estar a trabalhar de perto com os parceiros para cumprir todas as regras.
Por isso, a corrida à entrega mais rápida no retalho tem cada vez mais concorrentes, mas ainda esbarra em limites que não dependem só das empresas.
Conclusão do dia
Se tivesse de escolher a notícia mais importante de hoje para quem investe, ficava com o petróleo de volta aos 100 dólares.
Não pela descida das bolsas europeias, que foi pequena. Mas pelo que um barril caro faz à inflação e, a partir daí, aos juros.
Os PMI de setembro já tinham mostrado economias mais fortes do que o esperado, sobretudo nos Estados Unidos. Com energia cara em cima disso, os bancos centrais ficam com dois motivos para não baixarem a guarda.
E quando o mercado passa a contar com juros mais altos, os lucros prometidos para daqui a muitos anos valem menos hoje. As empresas com valuations mais esticados, como grande parte da tecnologia, costumam ser as primeiras a sentir. Já as empresas de energia tendem a beneficiar de um barril mais caro.
O prolongamento da trégua entre Washington e Pequim tira um risco de cima da mesa. Mas não mexe nesta equação.
Por isso, eu acompanharia duas coisas a partir daqui. A primeira é o impasse com o Irão e a segurança do transporte marítimo na região, porque é daí que vem a pressão sobre o barril. A segunda são os próximos dados de inflação. Se mostrarem o petróleo caro a passar para os preços, as expectativas de juros podem voltar a subir, e é isso que mais pode mexer nas carteiras.
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Até amanhã,
Equipa Clareza
