Destaques do dia

Viva, investidor 👋

Aqui está o que precisas de saber hoje, em 5 minutos.

  • 🏭 A TSMC aumentou o lucro em 68,7% e somou o sexto recorde trimestral consecutivo, ainda acima das previsões.

  • 🌐 O FMI subiu a previsão de crescimento mundial para 3,1% em 2026, mas avisa que a proteção contra o choque energético está a diminuir.

  • 🛒 A Google reúne as compras da pesquisa e do Gemini num único carrinho nos EUA, mas ainda não apresenta dados de adesão.

Os números de hoje

▲ S&P500
▼ NASDAQ
▲ OURO
▲ BITCOIN
▼ BRENT OIL
0,33%
0,08%
1,51%
0,91%
0,39%
7.744
26.713
$4.170
$82.447
$105,65

Dados fornecidos pelo Yahoo Finance.

RESULTADOS
O sexto recorde ainda bateu as previsões

O que se passou

A TSMC apresentou ontem um crescimento de 68,7% do lucro líquido no terceiro trimestre, acima das estimativas dos analistas e com o sexto recorde trimestral consecutivo.

A margem operacional atingiu 58,7%, superando o teto de 58% que a própria fabricante de chips tinha previsto.

O que isto significa

A TSMC fabrica chips por encomenda e está a transformar a procura de inteligência artificial em lucros recorde.

Não foi apenas uma questão de vender mais, porque a empresa também conseguiu guardar uma parcela maior da receita como resultado operacional do que previa.

A computação de alto desempenho gerou 68% da receita, embora esta atividade não corresponda exclusivamente a IA.

Porque deves querer saber

💵 O recorde também se vê no dinheiro disponível

O fluxo de caixa livre, ou seja, o dinheiro que sobra depois do investimento, passou de 139,38 mil milhões para 476,56 mil milhões de dólares de Taiwan num ano.

Isso dá à TSMC mais recursos para financiar a expansão das fábricas.

Repara que, em julho, a empresa tinha anunciado planos para alargar a produção nos Estados Unidos, incluindo um investimento total previsto de 265 mil milhões de dólares no Arizona.

🔬 Os chips mais avançados ganham peso

Os chips de 3 nanómetros representaram 33% da receita, a maior parcela entre as tecnologias de fabrico da TSMC.

Os resultados mostram que a procura de IA não beneficia apenas quem desenvolve os modelos, mas também quem produz os semicondutores necessários.

Para acompanhares a força dessa procura, as margens e o dinheiro gerado pelas fábricas dizem mais do que o recorde de lucro isolado.

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A leitura Clareza

Segundo o Radar de Oportunidades do Clareza, a TSMC está classificada como Cara, com um score de qualidade do negócio de 84 em 100.

MACROECONOMIA
Mais crescimento, menos margem de segurança

O que se passou

O Fundo Monetário Internacional (FMI) subiu a previsão de crescimento mundial para 3,1% em 2026, face aos 3% estimados em julho, com o investimento em IA a compensar parte do impacto da guerra no Médio Oriente.

Mas também aumentou a previsão de inflação mundial para 2027, de 3,9% para 4,1%, e alertou para a redução das reservas de petróleo.

O que isto significa

A melhoria da previsão não elimina o abrandamento face ao crescimento de 3,5% do ano passado.

O investimento em IA está a sustentar a procura, mas o FMI avisa que as restrições energéticas podem travar esse mesmo motor.

O fundo passou a assumir a reabertura do estreito de Ormuz em março de 2027 e o regresso às condições anteriores à guerra em outubro desse ano.

Porque deves querer saber

🧩 O crescimento está em menos mãos

Apenas 32 economias representam agora 95% do crescimento mundial, contra 54 em abril.

A procura de semicondutores ajuda a explicar as previsões de crescimento de 10,7% para Taiwan e de 3,3% para a Coreia do Sul em 2026.

Na zona euro, o FMI prevê apenas 1,1%, com a energia cara e a fraca confiança dos consumidores a pesarem na atividade.

🛢️ A proteção contra a energia cara está a gastar-se

As reservas mundiais de petróleo estão a diminuir cerca de 2,7 milhões de barris por dia.

O FMI alerta que a redução se aproxima de níveis capazes de provocar movimentos bruscos nos preços.

Com menos reservas e menor margem nas contas públicas, fica mais difícil amortecer um choque prolongado sem pressionar o poder de compra.

Silvana Tenreyro, conselheira económica do FMI, defende que a política monetária continue suficientemente restritiva para devolver a inflação ao objetivo.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
O Gemini quer acompanhar-te até à caixa

O que se passou

A Google disponibilizou ontem nos Estados Unidos o Universal Cart, um carrinho de compras comum à pesquisa e à aplicação Gemini que reúne produtos de várias lojas.

A ferramenta guarda os artigos e o progresso das compras e pode enviar alertas de descida de preço ou de reposição de stock.

O que isto significa

A Google passa de ajudar a encontrar produtos para acompanhar a escolha até ao pagamento.

O utilizador pode retomar uma compra sem voltar a procurar os mesmos artigos em cada loja.

A finalização da compra está ligada ao Universal Commerce Protocol, um padrão aberto criado para ligar agentes de IA, sistemas que executam tarefas, aos retalhistas.

Porque deves querer saber

🛒 Mais motivos para voltar ao carrinho

Os alertas de preço e de stock dão ao utilizador razões concretas para regressar à ferramenta antes de comprar.

O Universal Cart também pode apresentar códigos promocionais e considerar benefícios de cartões de crédito na escolha da forma de pagamento.

Para a Google, isso cria mais ocasiões de contacto ao longo da decisão de compra.

🤖 Responder já não chega aos assistentes

A Google está a aproximar o seu assistente da conclusão de compras.

A Amazon e a OpenAI também estão a introduzir funcionalidades de comércio com agentes de IA.

A ligação aos sistemas dos retalhistas passa assim a fazer parte da concorrência entre assistentes.

Mas convém separar a ferramenta do resultado, porque a Google não apresentou dados de adesão nem de impacto nas receitas.

Conclusão do dia

Hoje, a notícia que mais interessa a quem investe são as novas projeções do FMI.

Não pela pequena subida na previsão de crescimento. Mas pela combinação: uma economia mais resistente e uma inflação que não cede.

Se os preços continuarem a subir, os bancos centrais têm menos pressa em descer os juros. E juros altos durante mais tempo pesam nas ações cujos lucros só chegam daqui a vários anos. Já as obrigações podem ficar mais atrativas, se as taxas que oferecem subirem.

Por isso, o que eu acompanharia a seguir é a energia: as reservas de petróleo e os sinais sobre a reabertura do estreito de Ormuz. Uma perturbação mais longa pode empurrar os preços para cima e travar o crescimento ao mesmo tempo, o que deixa os bancos centrais com ainda menos margem.

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Até amanhã,
Equipa Clareza